quarta-feira, 8 de maio de 2019
quinta-feira, 11 de abril de 2013
É preciso admitir, é preciso parar de fugir
Da busca incessante, de um olhar, um gesto, uma notícia.
E se a razão diz que está tudo muito claro
Desejos, vontades, escolhas, intenções
O coração se inquieta, se abala, se incomoda
Chega mesmo a reclamar:
"Não, não é assim!"
E lá vamos nós, de novo, para o mundo do se, do talvez, do quem sabe...
E o orgulho bate o pé, com força
Estanca a emoção ligeira
E determina:
"De hoje em diante..."
O coração grita:
"Olha lá!..."
A razão olha para um, olha para o outro...
Abaixa a cabeça
e segue em silêncio.
@>--'--
Da busca incessante, de um olhar, um gesto, uma notícia.
E se a razão diz que está tudo muito claro
Desejos, vontades, escolhas, intenções
O coração se inquieta, se abala, se incomoda
Chega mesmo a reclamar:
"Não, não é assim!"
E lá vamos nós, de novo, para o mundo do se, do talvez, do quem sabe...
E o orgulho bate o pé, com força
Estanca a emoção ligeira
E determina:
"De hoje em diante..."
O coração grita:
"Olha lá!..."
A razão olha para um, olha para o outro...
Abaixa a cabeça
e segue em silêncio.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Para minha Rosa... lembranças de rosas e cristais :-)
É melhor me mimar
Se tenho expressão de doente
É melhor me curar
Se a minha cabeça está quente
Cê deve assoprar
E mesmo proposta indecente
Convém aceitar
Cê tem que cuidar
Cê tem que
Você tem que evitar
Que a esta altura da vida
Eu despenque
Você me aparece sempre
Na hora certa
Você é a dependência
Que me liberta
E conserta
Se estou com frio
Você sabe o que é bom
Pra aquecer
Se estou vazio
Você vem preencher
Se desconfio
Você fala de um jeito
Que eu volto a crer
Se me arrepio
Você chega a tremer
Quando inicio
Você lá na frente
Põe fim, conclui!
Se sou vadio
Me substitui
Nunca uma dupla
Foi tão homogênea
Almas gêmeas!
Se faço uma cara de fome
Vem me alimentar
Se vivo morrendo de sede
É melhor me molhar
Se digo sempre a mesma coisa
É bom concordar
Se pensa ir embora pra sempre
É só me levar
Por onde cê for
Eu sigo
Não posso viver
Muito tempo
Sozinho comigo
Você é o chão seguro
Em que eu piso
Você é o que ainda resta
Do meu juízo
É isso
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
De favor
Minha Rosa, acabo de conhecer essa música.
Achei tão nossa cara.
Pra você. Saudades.
@>--'--
Se você tem palpitação
Eu quase entro em convulsão
Mas percebendo como são
Os seus ruídos
Que chegam sem parar
Aos meus ouvidos
Eu tento imaginar
Que é um cupido
Que vem no sangue bom
E que uma flecha foi lançada
Bem na minha direção

Achei tão nossa cara.
Pra você. Saudades.
@>--'--
DE FAVOR
Luiz Tatit
Fui viver de favor
Nesse seu coração
Me alojei num lugar
Que é talvez um porão
Não tem luz não tem cor
Mas tem ar do pulmão
Fui viver em você
Nesse lar da paixão
Mesmo assim no fundão
Quando o amor não vem não
Posso bem cultivar
Minha doce ilusão
Se você tem palpitação
Eu quase entro em convulsão
Mas percebendo como são
Os seus ruídos
Que chegam sem parar
Aos meus ouvidos
Eu tento imaginar
Que é um cupido
Que vem no sangue bom
E que uma flecha foi lançada
Bem na minha direção

Embora de favor
Morar num coração
É íntimo demais
E o ritmo que faz
De cada batimento
Promessa do momento
É ótimo sentir
Poético ouvir
O som que vem do fundo
Do músculo que é um dos
Últimos locais
De sonho dos casais
Embora no porão
Morar num coração
Refaz
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
sábado, 10 de dezembro de 2011
Das ausências... atrevidas
Não me atrevo
A me ausentar do teu dia, da tua noite, do teu espaço
Permaneço na tua órbita, pairando como um pássaro
Entre as nuvens da tua vida
Eu passo
E me refaço.
Construo uma trilha entre as estrelas
E me debato com a lua, resplandecente
Iluminando teus sonhos.
Transcrevo-os nas minhas orações
Dou um chazinho para as ansiedades
E sigo pela rota de te encontrar.
A me ausentar do teu dia, da tua noite, do teu espaço
Permaneço na tua órbita, pairando como um pássaro
Entre as nuvens da tua vida
Eu passo
E me refaço.
Construo uma trilha entre as estrelas
E me debato com a lua, resplandecente
Iluminando teus sonhos.
Transcrevo-os nas minhas orações
Dou um chazinho para as ansiedades
E sigo pela rota de te encontrar.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Dos medos e/das perdas
Caminhando pela rua da vida
Onde nos deparamos com vários atalhos
Somos surpreendidos sempre
com o medo
O medo da nova rota
Do desconhecido que virá adiante
Do que não podemos controlar
E do que perderemos
invariavelmente
ao escolher.
A cada minuto que passa vamos perdendo
Tempo, juventude, emoções
E ganhando tantas outras
Vamos cultivando flores
Arrancando ervas
E nos furando em espinhos.
Vamos assim... vivendo.
Onde nos deparamos com vários atalhos
Somos surpreendidos sempre
com o medo
O medo da nova rota
Do desconhecido que virá adiante
Do que não podemos controlar
E do que perderemos
invariavelmente
ao escolher.
A cada minuto que passa vamos perdendo
Tempo, juventude, emoções
E ganhando tantas outras
Vamos cultivando flores
Arrancando ervas
E nos furando em espinhos.
Vamos assim... vivendo.
domingo, 17 de julho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Dos sorrisos
Não sorrias para mim!
Não execute este gesto infame
Que desorganiza minhas orações
Enturva minha visão
Rasga meu peito hostil.
Não sorrias para mim!
Assim, com esse jeito doce
Gratuito, cheio de graça
Desprezando meus invisíveis
sinais de tensão.
Não, por favor, não sorrias para mim...
Não vês que a cada sorriso
É como se arrancassem minhas roupas,
Minha pele, minha carne,
Deixando apenas meu coração?
Que é como se destituíssem meu nome,
meu endereço, meu tempo e meu espaço?!
Não sorrias, eu te peço.
Perdida entre meus próprios pedidos
Sorrindo de todo esse desabafo
Com lembranças cor de rosa
E sonhos cor de cachaça.
Eu reivindico...
Por favor,
Não sorrias, assim,
sem avisar...
@>--'--
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Poeminha pessimista
É como se a vida não bastasse
Nem mesmo seus grãos esparsos
de alegria e sofrimento
intensos
Pois eles passam.
É como se o mundo não bastasse
Nem mesmo os sorrisos espalhados
pelas terras mais distantes
brilhantes
Pois eles passam.
É como se o sonho não bastasse
Nem mesmo sua fresca sensação
de esperança e amanhecer
imensos
Pois mesmo eles
passarão.
Nem mesmo seus grãos esparsos
de alegria e sofrimento
intensos
Pois eles passam.
É como se o mundo não bastasse
Nem mesmo os sorrisos espalhados
pelas terras mais distantes
brilhantes
Pois eles passam.
É como se o sonho não bastasse
Nem mesmo sua fresca sensação
de esperança e amanhecer
imensos
Pois mesmo eles
passarão.
sábado, 22 de janeiro de 2011
A vida te coloca diante do mundo
Como se ela fosse a única escapatória
E você vive, cada momento
Com poesia ou pesar
E quando acaba...
Lá vem mais um dia.
O mundo te coloca diante da vida
Como se ele fosse a única alternativa
E você vive, habita e sonha
Com alegria ou dor
E quando acaba...
Você pede por mais um dia.
Como se ela fosse a única escapatória
E você vive, cada momento
Com poesia ou pesar
E quando acaba...
Lá vem mais um dia.
O mundo te coloca diante da vida
Como se ele fosse a única alternativa
E você vive, habita e sonha
Com alegria ou dor
E quando acaba...
Você pede por mais um dia.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Simplesmente nos jogaram nesta vida insólita
Sem lenço, documento ou manual
Nos ensinaram regras e costumes
E depois nos ensinaram a pensar...
E pensando indagamos o imutável
Aquele que desde de os tempos mais antigos
São o tema da busca de filósofos e pensadores
Aquilo que não muda
A essência...
Diante disso me questiono sobre a minha essência...
Ora ela é de jasmim
Ora ela é de campim
Ora ela é inodora...
Coloco-me diante das mais inesperadas situações
Em busca do que seria imutável em mim
E sem respostas...
Caio no abismo das convenções...
Não tenho essências... o que sou?
O pensar me resgata com ternura
Refaz todas as minhas perguntas
E me lança no balanço permanente
dos questionamentos...
Estou de volta a mim mesma
Um ser em movimento... de movimento
Que tem como imutável o próprio
"não ter imutáveis"
Depois que se abriu diante da janela
das idéias
Mas a emoção...
Essa ratoeira perigosa e pronta a nos seduzir
com um pedaço do queijo
da tradição...
do conveniente...
Urge por dissuadir-me da liberdade
de viver o que me escapa
e me afoga em dúvidas
latejantes...
A razão acompanha tudo..
E me olha desconfiada.
Intromete-se...
ao não interferir.
Sem lenço, documento ou manual
Nos ensinaram regras e costumes
E depois nos ensinaram a pensar...
E pensando indagamos o imutável
Aquele que desde de os tempos mais antigos
São o tema da busca de filósofos e pensadores
Aquilo que não muda
A essência...
Diante disso me questiono sobre a minha essência...
Ora ela é de jasmim
Ora ela é de campim
Ora ela é inodora...
Coloco-me diante das mais inesperadas situações
Em busca do que seria imutável em mim
E sem respostas...
Caio no abismo das convenções...
Não tenho essências... o que sou?
O pensar me resgata com ternura
Refaz todas as minhas perguntas
E me lança no balanço permanente
dos questionamentos...
Estou de volta a mim mesma
Um ser em movimento... de movimento
Que tem como imutável o próprio
"não ter imutáveis"
Depois que se abriu diante da janela
das idéias
Mas a emoção...
Essa ratoeira perigosa e pronta a nos seduzir
com um pedaço do queijo
da tradição...
do conveniente...
Urge por dissuadir-me da liberdade
de viver o que me escapa
e me afoga em dúvidas
latejantes...
A razão acompanha tudo..
E me olha desconfiada.
Intromete-se...
ao não interferir.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Vim buscar a poesia
na beira do mar
E ela fugia de mim
Corria sorrateira
quase caçoando
do meu olhar.
Fui para calçada
Caminhei pela rua
Sempre a buscá-la
E ela não estava
aqui
nem lá
Cheguei a avistá-la
Numa banquinha
perto da esquina
Quando fui encará-la
Desfez-a paisagem.
Ficou apenas o vento
a chuva
e a busca.
@>--'--
na beira do mar
E ela fugia de mim
Corria sorrateira
quase caçoando
do meu olhar.
Fui para calçada
Caminhei pela rua
Sempre a buscá-la
E ela não estava
aqui
nem lá
Cheguei a avistá-la
Numa banquinha
perto da esquina
Quando fui encará-la
Desfez-a paisagem.
Ficou apenas o vento
a chuva
e a busca.
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terça-feira, 31 de agosto de 2010
Doce ilusão cansada..
Arrastei-a pela mão
por toda a ladeira
Com euforia
rendia-lhe canções e poemas
Saltitava carinhos
Sorria aconchegos
Embalava sonhos
e dava-lhe de presente.
Ela pôs a mão no meu ombro
e sussurou baixinho e ofegante
ia largando-me pelo caminho
sentada na estrada
eu continuava a seguir

Olhei para trás um momento
ela respirava, exausta.
Fui adiante.
Na próxima esquina
Esperava-me a poesia.
@>--'--
por toda a ladeira
Com euforia
rendia-lhe canções e poemas
Saltitava carinhos
Sorria aconchegos
Embalava sonhos
e dava-lhe de presente.
Ela pôs a mão no meu ombro
e sussurou baixinho e ofegante
ia largando-me pelo caminho
sentada na estrada
eu continuava a seguir

Olhei para trás um momento
ela respirava, exausta.
Fui adiante.
Na próxima esquina
Esperava-me a poesia.
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Saudades no jardim
Tão efêmera noite que ti trás ao meu pensamento.
Saudade, pequeno tempero na estrada.
A estrada que recebe tua insólida certeza de aventura
desenha curvas de imagens e músicas que me levam ao jardim.
A Chuva cai no jardim com o peso da saudade.
Os espinhos estão mais rudes na rosa em terras encharcadas.
As palavras sangram em ti e na rosa.
Na estrada a chuva abandou a saudade;
mas sem força ela continua a visitar a rosa.
Saudade, pequeno tempero na estrada.
A estrada que recebe tua insólida certeza de aventura
desenha curvas de imagens e músicas que me levam ao jardim.
A Chuva cai no jardim com o peso da saudade.
Os espinhos estão mais rudes na rosa em terras encharcadas.
As palavras sangram em ti e na rosa.
Na estrada a chuva abandou a saudade;
mas sem força ela continua a visitar a rosa.
O Banco
Sentei no banco para esperar a fantasia passar.
Não tinha ladrilhos nem pedras de brilhantes na rua.
Como meu amor poderia caminhar?
Sentada ao banco a lua me chamou para dançar.
Na espera pelo meu desconhecido amor, do banco não ousei me afastar.
O vento passou.
A chuva ameaçou.
So o meu amor não passou.
A lua que silênciosamente espreitava, cantou baixinho nossa melodia.
O banco vazio aguardava o meu novo fantasiar.
Não tinha ladrilhos nem pedras de brilhantes na rua.
Como meu amor poderia caminhar?
Sentada ao banco a lua me chamou para dançar.
Na espera pelo meu desconhecido amor, do banco não ousei me afastar.
O vento passou.
A chuva ameaçou.
So o meu amor não passou.
A lua que silênciosamente espreitava, cantou baixinho nossa melodia.
O banco vazio aguardava o meu novo fantasiar.
Varanda
A chuva da varanda secou a noite.
A lua cheia de pecados bateu a janela do quarto;
olhou pelo vitral, e ficou admirando a valsa dos corpos inquietos.
A chuva da varanda inundou o corpo que se banhava ao luar do jardim...
A varanda permanecia cheia de sombras molhadas e coloridas pelo vitral.
Com o cansar dos corpos no quarto, a lua foi brincar com a chuva no jardim.
A lua cheia de pecados bateu a janela do quarto;
olhou pelo vitral, e ficou admirando a valsa dos corpos inquietos.
A chuva da varanda inundou o corpo que se banhava ao luar do jardim...
A varanda permanecia cheia de sombras molhadas e coloridas pelo vitral.
Com o cansar dos corpos no quarto, a lua foi brincar com a chuva no jardim.
domingo, 22 de agosto de 2010
Dos ventos...
Ainda sobre o telhado...
O vento me achou.
Sussurrou pra poesia
E me levou a seus braços
devagar...
Discutimos nossa relação
Brigamos pelas mesmas coisas bobas
E ficamos ali, parados
Na porta da inspiração.
Ela queria que eu entrasse primeiro
Eu lhe pedia que fosse antes
Suspiramos...
Ela partiu.
Colhi uma flor
Bem me quer
Mal me quer
Bem me quer
Mal me quer
Bem me quer.
Ela volta.
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O vento me achou.
Sussurrou pra poesia
E me levou a seus braços
devagar...
Discutimos nossa relação
Brigamos pelas mesmas coisas bobas
E ficamos ali, parados
Na porta da inspiração.
Ela queria que eu entrasse primeiro
Eu lhe pedia que fosse antes
Suspiramos...
Ela partiu.
Colhi uma flor
Bem me quer
Mal me quer
Bem me quer
Mal me quer
Bem me quer.
Ela volta.
@>--'--
Luzes
que se esvaia no planalto.
os homens pastavam tuas palavras
com olhares de prisioneiros foragidos.
Refletia teu espírito de esperança
em terra que desmorona
sobre teus filhos.
Deitei e desenhei teus contornos virtuosos.
A ríspida pedra, de teus traços, queimam
a ousada mão que ti suplica.
Cantei alto e não me fiz escutar.
Gritei os delírios de teus fieis,
e larguei me aos pés incansáveis.
Fugi da luz e capinei mais a frente.
Fingi desconhecer te e fui mais a frente.
Cansei me e voltei para tua sombra.
Capinei as ervas de tuas palavras.
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