quinta-feira, 11 de abril de 2013

É preciso admitir, é preciso parar de fugir
Da busca incessante, de um olhar, um gesto, uma notícia.
E se a razão diz que está tudo muito claro
Desejos, vontades, escolhas, intenções
O coração se inquieta, se abala, se incomoda
Chega mesmo a reclamar:
"Não, não é assim!"
E lá vamos nós, de novo, para o mundo do se, do talvez, do quem sabe...
E o orgulho bate o pé, com força
Estanca a emoção ligeira
E determina:
"De hoje em diante..."
O coração grita:
"Olha lá!..."
A razão olha para um, olha para o outro...
Abaixa a cabeça
e segue em silêncio.

@>--'--


quinta-feira, 7 de março de 2013

Para minha Rosa... lembranças de rosas e cristais :-)

Se faço uma cara carente 
É melhor me mimar 
Se tenho expressão de doente 
É melhor me curar 
Se a minha cabeça está quente 
Cê deve assoprar 
E mesmo proposta indecente 
Convém aceitar 
Cê tem que cuidar 
Cê tem que 
Você tem que evitar 
Que a esta altura da vida 
Eu despenque 
Você me aparece sempre 
Na hora certa 
Você é a dependência 
Que me liberta 
E conserta 


Se estou com frio 
Você sabe o que é bom 
Pra aquecer 
Se estou vazio 
Você vem preencher 
Se desconfio 
Você fala de um jeito 
Que eu volto a crer 
Se me arrepio 
Você chega a tremer 
Quando inicio 
Você lá na frente 
Põe fim, conclui! 
Se sou vadio 
Me substitui 
Nunca uma dupla 
Foi tão homogênea 
Almas gêmeas! 


Se faço uma cara de fome 
Vem me alimentar 
Se vivo morrendo de sede 
É melhor me molhar 
Se digo sempre a mesma coisa 
É bom concordar 
Se pensa ir embora pra sempre 
É só me levar 
Por onde cê for 
Eu sigo 
Não posso viver 
Muito tempo 
Sozinho comigo 
Você é o chão seguro 
Em que eu piso 
Você é o que ainda resta 
Do meu juízo 
É isso

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

De favor

Minha Rosa, acabo de conhecer essa música.
Achei tão nossa cara.
Pra você. Saudades.
@>--'--


DE FAVOR

Luiz Tatit

Fui viver de favor
Nesse seu coração
Me alojei num lugar
Que é talvez um porão
Não tem luz não tem cor
Mas tem ar do pulmão

Fui viver em você
Nesse lar da paixão
Mesmo assim no fundão
Quando o amor não vem não
Posso bem cultivar
Minha doce ilusão

Se você tem palpitação
Eu quase entro em convulsão
Mas percebendo como são
Os seus ruídos
Que chegam sem parar
Aos meus ouvidos
Eu tento imaginar
Que é um cupido
Que vem no sangue bom
E que uma flecha foi lançada
Bem na minha direção

Embora de favor
Morar num coração
É íntimo demais
E o ritmo que faz
De cada batimento
Promessa do momento
É ótimo sentir
Poético ouvir
O som que vem do fundo
Do músculo que é um dos
Últimos locais
De sonho dos casais
Embora no porão
Morar num coração
Refaz

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Um cantinho pra visitar de vez em quando
E relembrar sentimentos, desejos, saudades
Pra rememorar eventos, sabores, paixões
Amigos, presentes, canções
Ou apenas para injetar esperança
Nas veias saturadas
de prazos...

Minha rosa, faz tanto tempo que não te vejo por aqui...
Saudades...
@>--'--

sábado, 10 de dezembro de 2011

Das ausências... atrevidas

Não me atrevo
A me ausentar do teu dia, da tua noite, do teu espaço
Permaneço na tua órbita, pairando como um pássaro
Entre as nuvens da tua vida
Eu passo
E me refaço.
Construo uma trilha entre as estrelas
E me debato com a lua, resplandecente
Iluminando teus sonhos.
Transcrevo-os nas minhas orações
Dou um chazinho para as ansiedades
E sigo pela rota de te encontrar.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

às vezes preciso de um banho de realidade
da água salgada batendo no rosto
do vento arrepiando a saliva
do sonho dando lugar pra razão.

Necessito ser puxada pela corda
Abruptamente arrancada das nuvens cor de limão

domingo, 4 de setembro de 2011

Dos medos e/das perdas

Caminhando pela rua da vida
Onde nos deparamos com vários atalhos
Somos surpreendidos sempre
com o medo
O medo da nova rota
Do desconhecido que virá adiante
Do que não podemos controlar
E do que perderemos
invariavelmente
ao escolher.

A cada minuto que passa vamos perdendo
Tempo, juventude, emoções
E ganhando tantas outras
Vamos cultivando flores
Arrancando ervas
E nos furando em espinhos.

Vamos assim... vivendo.