Simplesmente nos jogaram nesta vida insólita
Sem lenço, documento ou manual
Nos ensinaram regras e costumes
E depois nos ensinaram a pensar...
E pensando indagamos o imutável
Aquele que desde de os tempos mais antigos
São o tema da busca de filósofos e pensadores
Aquilo que não muda
A essência...
Diante disso me questiono sobre a minha essência...
Ora ela é de jasmim
Ora ela é de campim
Ora ela é inodora...
Coloco-me diante das mais inesperadas situações
Em busca do que seria imutável em mim
E sem respostas...
Caio no abismo das convenções...
Não tenho essências... o que sou?
O pensar me resgata com ternura
Refaz todas as minhas perguntas
E me lança no balanço permanente
dos questionamentos...
Estou de volta a mim mesma
Um ser em movimento... de movimento
Que tem como imutável o próprio
"não ter imutáveis"
Depois que se abriu diante da janela
das idéias
Mas a emoção...
Essa ratoeira perigosa e pronta a nos seduzir
com um pedaço do queijo
da tradição...
do conveniente...
Urge por dissuadir-me da liberdade
de viver o que me escapa
e me afoga em dúvidas
latejantes...
A razão acompanha tudo..
E me olha desconfiada.
Intromete-se...
ao não interferir.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Vim buscar a poesia
na beira do mar
E ela fugia de mim
Corria sorrateira
quase caçoando
do meu olhar.
Fui para calçada
Caminhei pela rua
Sempre a buscá-la
E ela não estava
aqui
nem lá
Cheguei a avistá-la
Numa banquinha
perto da esquina
Quando fui encará-la
Desfez-a paisagem.
Ficou apenas o vento
a chuva
e a busca.
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na beira do mar
E ela fugia de mim
Corria sorrateira
quase caçoando
do meu olhar.
Fui para calçada
Caminhei pela rua
Sempre a buscá-la
E ela não estava
aqui
nem lá
Cheguei a avistá-la
Numa banquinha
perto da esquina
Quando fui encará-la
Desfez-a paisagem.
Ficou apenas o vento
a chuva
e a busca.
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terça-feira, 31 de agosto de 2010
Doce ilusão cansada..
Arrastei-a pela mão
por toda a ladeira
Com euforia
rendia-lhe canções e poemas
Saltitava carinhos
Sorria aconchegos
Embalava sonhos
e dava-lhe de presente.
Ela pôs a mão no meu ombro
e sussurou baixinho e ofegante
ia largando-me pelo caminho
sentada na estrada
eu continuava a seguir

Olhei para trás um momento
ela respirava, exausta.
Fui adiante.
Na próxima esquina
Esperava-me a poesia.
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por toda a ladeira
Com euforia
rendia-lhe canções e poemas
Saltitava carinhos
Sorria aconchegos
Embalava sonhos
e dava-lhe de presente.
Ela pôs a mão no meu ombro
e sussurou baixinho e ofegante
ia largando-me pelo caminho
sentada na estrada
eu continuava a seguir

Olhei para trás um momento
ela respirava, exausta.
Fui adiante.
Na próxima esquina
Esperava-me a poesia.
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Saudades no jardim
Tão efêmera noite que ti trás ao meu pensamento.
Saudade, pequeno tempero na estrada.
A estrada que recebe tua insólida certeza de aventura
desenha curvas de imagens e músicas que me levam ao jardim.
A Chuva cai no jardim com o peso da saudade.
Os espinhos estão mais rudes na rosa em terras encharcadas.
As palavras sangram em ti e na rosa.
Na estrada a chuva abandou a saudade;
mas sem força ela continua a visitar a rosa.
Saudade, pequeno tempero na estrada.
A estrada que recebe tua insólida certeza de aventura
desenha curvas de imagens e músicas que me levam ao jardim.
A Chuva cai no jardim com o peso da saudade.
Os espinhos estão mais rudes na rosa em terras encharcadas.
As palavras sangram em ti e na rosa.
Na estrada a chuva abandou a saudade;
mas sem força ela continua a visitar a rosa.
O Banco
Sentei no banco para esperar a fantasia passar.
Não tinha ladrilhos nem pedras de brilhantes na rua.
Como meu amor poderia caminhar?
Sentada ao banco a lua me chamou para dançar.
Na espera pelo meu desconhecido amor, do banco não ousei me afastar.
O vento passou.
A chuva ameaçou.
So o meu amor não passou.
A lua que silênciosamente espreitava, cantou baixinho nossa melodia.
O banco vazio aguardava o meu novo fantasiar.
Não tinha ladrilhos nem pedras de brilhantes na rua.
Como meu amor poderia caminhar?
Sentada ao banco a lua me chamou para dançar.
Na espera pelo meu desconhecido amor, do banco não ousei me afastar.
O vento passou.
A chuva ameaçou.
So o meu amor não passou.
A lua que silênciosamente espreitava, cantou baixinho nossa melodia.
O banco vazio aguardava o meu novo fantasiar.
Varanda
A chuva da varanda secou a noite.
A lua cheia de pecados bateu a janela do quarto;
olhou pelo vitral, e ficou admirando a valsa dos corpos inquietos.
A chuva da varanda inundou o corpo que se banhava ao luar do jardim...
A varanda permanecia cheia de sombras molhadas e coloridas pelo vitral.
Com o cansar dos corpos no quarto, a lua foi brincar com a chuva no jardim.
A lua cheia de pecados bateu a janela do quarto;
olhou pelo vitral, e ficou admirando a valsa dos corpos inquietos.
A chuva da varanda inundou o corpo que se banhava ao luar do jardim...
A varanda permanecia cheia de sombras molhadas e coloridas pelo vitral.
Com o cansar dos corpos no quarto, a lua foi brincar com a chuva no jardim.
domingo, 22 de agosto de 2010
Dos ventos...
Ainda sobre o telhado...
O vento me achou.
Sussurrou pra poesia
E me levou a seus braços
devagar...
Discutimos nossa relação
Brigamos pelas mesmas coisas bobas
E ficamos ali, parados
Na porta da inspiração.
Ela queria que eu entrasse primeiro
Eu lhe pedia que fosse antes
Suspiramos...
Ela partiu.
Colhi uma flor
Bem me quer
Mal me quer
Bem me quer
Mal me quer
Bem me quer.
Ela volta.
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O vento me achou.
Sussurrou pra poesia
E me levou a seus braços
devagar...
Discutimos nossa relação
Brigamos pelas mesmas coisas bobas
E ficamos ali, parados
Na porta da inspiração.
Ela queria que eu entrasse primeiro
Eu lhe pedia que fosse antes
Suspiramos...
Ela partiu.
Colhi uma flor
Bem me quer
Mal me quer
Bem me quer
Mal me quer
Bem me quer.
Ela volta.
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