A chuva levou o charme da lua
E abafou a voz da poesia
Que se dispersava pela noite,
chorosa
contemplativa.
Os sonhos vividos ou colhidos
Marcavam as nuvens
Com suas desiluões
Os limites reais e fugidios
Permaneciam no horizonte
Ignorando as ondas
e o vento.
Na porta de casa
Sentada no tapete "Bem-vindo"
Estava a saudade
Coloquei a chave devagar
E fui deixando-a se apossar
De minhas pétalas
e espinhos.
Quando entrei
Já não tinha forças
Sem charme
Sem lua
Sem sonhos
Só restava aquela
Que sentada a minha porta
Lembrava-me
de mim.
@>--'--
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Tempo...
O tempo rasga ao meio
as vestes da nossa alma
Pinta-se de branco e absorve
todas as cores de nossa vida.
O azul da tristeza,
O rosa do amor,
O vermelho da raiva
ou da paixão.
Ele nos brinda com a ausência de cor
de vez em quando
Para que possamos ter todas as cores
outra vez.
O tempo...
Cada um com seu relógio.
Cada um com sua cor.
@>--'--
as vestes da nossa alma
Pinta-se de branco e absorve
todas as cores de nossa vida.
O azul da tristeza,
O rosa do amor,
O vermelho da raiva
ou da paixão.
Ele nos brinda com a ausência de cor
de vez em quando
Para que possamos ter todas as cores
outra vez.
O tempo...
Cada um com seu relógio.
Cada um com sua cor.
@>--'--
domingo, 14 de março de 2010
VII
A Ti desenhei planetas e muralhas.
Para ti ergui reinos, lancei teorias e modifiquei sociedades.
Por mim, vivi os divergentes amores platônicos.
Não abandonei nenhum de meus longínquos amantes...
Provei as mais acídas loucuras;
fora de mim, vi o que figurava sobre uma irreal forma.
Em ti... despejei rancores e luxuriei ao toque de tua carne.
A saliva banhava a boca, sedenta
em apelo ao proibido, ao pecado desfrutado.
O tremor conduzia a tempestade nas fantasias que a ti dediquei.
Para ti ergui reinos, lancei teorias e modifiquei sociedades.
Por mim, vivi os divergentes amores platônicos.
Não abandonei nenhum de meus longínquos amantes...
Provei as mais acídas loucuras;
fora de mim, vi o que figurava sobre uma irreal forma.
Em ti... despejei rancores e luxuriei ao toque de tua carne.
A saliva banhava a boca, sedenta
em apelo ao proibido, ao pecado desfrutado.
O tremor conduzia a tempestade nas fantasias que a ti dediquei.
domingo, 7 de março de 2010
Mulher...
Assim como Hera,
tens as ramas de flores em cachos soltos,
reflete beleza leve e selvagem na força de Deméter;
ataca e retruca a presa,
nas corriqueiras paisagens marcadas sob vossos pés.
Descalça e talhada como objeto na sede humana,
fertiliza os filhos em teu seio de amor.
Guerreira, aventureira, poeta, feminina,
desdobrável em infinitas formas...
Assim a mulher forma-se e transforma-se.
Ser de face doce que maquia a força lapidada.
Mulherque trabalha, ama, educa, sofre em silêncio,
reage, cuida na noite, protege, dedica-se,
padece, reina, cansa, vive...
Mulher que congrega a constelação de possibilidades,
deixai vossa luz irradiar por planícies desconhecidas...
FELIZ DIA DA MULHER...
tens as ramas de flores em cachos soltos,
reflete beleza leve e selvagem na força de Deméter;
ataca e retruca a presa,
nas corriqueiras paisagens marcadas sob vossos pés.
Descalça e talhada como objeto na sede humana,
fertiliza os filhos em teu seio de amor.
Guerreira, aventureira, poeta, feminina,
desdobrável em infinitas formas...
Assim a mulher forma-se e transforma-se.
Ser de face doce que maquia a força lapidada.
Mulherque trabalha, ama, educa, sofre em silêncio,
reage, cuida na noite, protege, dedica-se,
padece, reina, cansa, vive...
Mulher que congrega a constelação de possibilidades,
deixai vossa luz irradiar por planícies desconhecidas...
FELIZ DIA DA MULHER...
Insólito
Falta-me o ar entre teus algozes pensamentos;
cedo aos pecaminosos carinhos que concede-me em segredo.
Adormeço na espera de teu cheiro molhado,
transformo a mim em todas as outras...
O corpo estremece e contrai-se em flash,
falta me pudores diante de teus contornos.
Rosa Negra...
cedo aos pecaminosos carinhos que concede-me em segredo.
Adormeço na espera de teu cheiro molhado,
transformo a mim em todas as outras...
O corpo estremece e contrai-se em flash,
falta me pudores diante de teus contornos.
Rosa Negra...
domingo, 24 de janeiro de 2010
Não esperava tua palavra
Mas tu apareceste...
E é só mais uma imaginação
Mais uma doce imagem
criada
construída
preservada.
Não esperava teu sorriso
Mas ele apareceu
estaticamente.
Apenas mais um sorriso
de tantos outros
que inspiraram poemas
sonhos
e devaneios.
Não esperava estar aqui
suspirando.
Vou ficar só mais um pouco
Alimentando as nuvens
Rabiscando na água
Os beijos
que nem quero te dar
Ou será?
Não esperava.
Mas tu apareceste...
E é só mais uma imaginação
Mais uma doce imagem
criada
construída
preservada.
Não esperava teu sorriso
Mas ele apareceu
estaticamente.
Apenas mais um sorriso
de tantos outros
que inspiraram poemas
sonhos
e devaneios.
Não esperava estar aqui
suspirando.
Vou ficar só mais um pouco
Alimentando as nuvens
Rabiscando na água
Os beijos
que nem quero te dar
Ou será?
Não esperava.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Achado & Perdido
Minha Rosa, encontrei um poema que marcou minha vida a alguns (muitos) anos atrás..
Será que você lembra dele?
Beijos saudosos
Poema concreto
Thiago de Mello
O que tu tens e queres saber (porque te dói)
não tem nome. Só tem (mas vazio) o lugar
que abriu em tua vida a sua própria falta.
A dor que te dói pelo avesso,
perdida nos teus escuros,
é como alguém que come
não o pão, mas a fome.
Sofres de não saber
o que tens e falta
num lugar que nem sabes,
mas que é tua vida,
quem sabe é teu amor.
O que tu tens, não tens.
Será que você lembra dele?
Beijos saudosos
Poema concreto
Thiago de Mello
O que tu tens e queres saber (porque te dói)
não tem nome. Só tem (mas vazio) o lugar
que abriu em tua vida a sua própria falta.
A dor que te dói pelo avesso,
perdida nos teus escuros,
é como alguém que come
não o pão, mas a fome.
Sofres de não saber
o que tens e falta
num lugar que nem sabes,
mas que é tua vida,
quem sabe é teu amor.
O que tu tens, não tens.
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